sexta-feira, 21 de novembro de 2014

E sonhei com você a noite inteira...

O tempo passa. 

Cheguei a acostumar com tua ausência. A gente se acostuma com tudo, por pior que seja. 

Acostumar, né? Esquecer, não.

E sonhei com voce, a noite inteira.

E de repente a memória, mais do que memória, vira nostalgia, quase melancolia, inteira saudade.

E hoje eu acordei mais leve.

Saiba que eu vou te guardar. você que me guarde onde quiser. 

Qujogue fora, se achar melhor. 

Eu não.

Eu te guardo com a melhor lembrança do melhor amor que te dei. 

Porque algo em mim diz que valeu a pena.

E sonhei com voc, a noite inteira.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

É esse costume que eu tenho de ser feliz que não me vai embora.

Sabe, das coisas mais bonitas que Linda me disse, de todas as declarações de amor, de todas as incontáveis mensagens, doces mensagens, de tudo que ela disse olhando nos seus olhos, o que mais ele gostava de ouvir era o 'bom dia'.

Porque era simples, porque era espontâneo e Linda ainda tinha aquela voz meio arrastada de sono.

E mesmo longe, quando Linda em seu quarto tentando se desvencilhar do lençol e correndo para o banheiro com a toalha na mão, percebia que estava sempre atrasada.

Mas entre o relógio despertando e a urgência Linda parava de repente, sorria e pensava. Se eu adorava? Ô se eu adorava. Excelente. E mais uma vez eu me apaixonava.

Eu gostava também daquela noite véspera de feriado de independência.

Sem pressa pegamos a estrada. E Linda acordara no feriado com aquele bom dia sussurrado.

O romantismo de Linda nunca foi aquele de filme, com direito a rosas pelo quarto ou café na cama, mas mesmo assim era bom, porque eu a completava. Era bom tudo isso, mas o bom dia sussurradinho, huuuum, muito melhor.

Como quem implora para não parar de amar antes das três da tarde, Linda ia esticando o braço e o envolvia e com seu corpo ainda molinho de sono ia deixando por minha conta. Pra sempre.

Eu me acostumou com o bom dia apertado em um quarto de hotel.

O bom dia cansado da noite anterior.

O bom dia que se prometia boa noite, porque logo mais ficariamos juntos de novo e de novo e de novo.

Ela ainda sente falta de tanta coisa. Mas a lembrança do bom dia é que dói.

Dói quando minha noite não tem a Linda com seu corpo de 1,57m ocupando sua cama pela manhã, nem o beijo apressado quando a deixava nas madrugadas em frente ao seu apartamento.

De todas as promessas e juras de amor eterno, o bom dia de Linda valeu mais.

Porque era o mais sincero, era íntimo, era só nosso.

Era Linda prometendo feito gente grande a uma criança, que tudo ia dar certo. E eu, criança, acreditava.

E se doava.

E se não doasse, Linda estava comigo mesmo assim. E estaria na manhã seguinte. E a certeza de que seria assim pelo resto de suas vidas, fazendo do seu dia sempre o melhor dia. Felicidade plena.

Eu ensinando Linda a ser feliz.




E nesse momento, eu pensei alto, sozinho:

"-Ah, Linda, já que estou aqui, vou dizer que decidi me lembrar de você quantas vezes eu tenha vontade, mesmo sem você me permitir, e se eu ligar qualquer manhã dessas ou te mandar uma mensagem de boa noite, me perdoa, por favor.

É esse costume que eu tenho de ser feliz que não me vai embora."

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Os girassóis são lindos.

É meu amor.....o tempo passa.

Nesse um mês eu continuo aqui, e você aí. Imagine, então, quando completar um tempo…

Eu visitei uma plantação de girassóis, acho que é a não foto mais bonita que eu tenho da minha vida inteira. Os girassóis são lindos.

Você não me conheceu andando por uma plantação de girassóis, mas tem muito daquele companheiro que jamais tiraria a câmera do bolso porque não queria perder um minuto daquele cheiro e daquela cor apenas pelo registro. Eu nunca tiraria essa foto.

Eu nunca mais comi sushi, sob o risco de morrer de saudade.

Salada? Completa. Nisso, continuo igual.

Eu queria te mostrar uma música, mas não faria sentido. Nem é sobre amor, mas queria te mostrar o que tenho gostado de ouvir, mas acho que isso de deixar ir, tem a ver com cada vez mais ter menos coisas em comum. Até que a gente não se reconheça.

A gente precisa não saber mais do outro. Um dia a gente se reencontra. E, se não se reconhecer mais, teremos assunto pra botar em dia, vai se estranhar em encontrar um outro tão diferente do que aquele que ficou alguns meses atrás e vai se sentir feliz por isso. E aí para sempre.

Decerto, fomos o melhor um pro outro enquanto fomos, mas o melhor mesmo era não ser mais.

Mas de tudo que você possa mudar, de tudo que você pode chegar diferente nesse reencontro, a certeza é que eu sempre vou te achar no silêncio das suas pausas.

Eu gostava das suas pausas,
você tinha um jeito todo seu de se demorar entre a sala e o corredor
como quem não sabe se vai

e fazia umas caras engraçadas, nesse um segundo de indecisão era depois de jogar o cabelo com cara de pensamento,
e apesar do charme não era sobre você jogar o cabelo, era sobre o silêncio da sua pausa.

seu olhar de silêncio,
eu gostava dos seus silêncios,
quando eram esses silêncios banais você ficava Linda neles,
saudade da porta entre o corredor e a sala,
saudade de você parada ali, saudade de quando depois da dúvida

daquele um segundo de dúvida,
você vinha morar no meu abraço

a gente muda, menina Linda.
mas sua pausa vai ser sempre muito sua.
é outra das minhas melhores fotos.

É a foto da "lembrança de você".
que bom que eu nunca me distraí tentando registrá-las
embora eu esteja diferente, sempre vai ter você no meu álbum.

Até breve!

domingo, 21 de setembro de 2014

A palavra mais Linda.

Delicadeza.

Ela está no Sol preguiçoso dessas manhãs que até ontem era de inverno.

Está no vestido leve das tardes de verão, na brisa suave do anoitecer de outono e no aconchego macio do outro nas noites imprevistas desse início de primavera.

Delicadeza tem a ver com suavidade, com sorrir com os olhos, tem a ver com cantarolar para o seu amor dormir e com aquele bom dia sussurrado enquanto o Sol bate no pé da cama.

A delicadeza mora numa casinha de madeira, no meio do mato, donde podem se ouvir pássaros, ver flores e falar com Deus. Mas quando, no meio da loucura da cidade, você vê um girassol na janela daquele prédio cinza, saiba que a delicadeza também mora ali.

A delicadeza está em caprichar na caixa do presente, no chocolate, naquela saída para jantar uma comidinha japa. Ela está em entrar na ponta do pé só para surpreedê-la com um beijo doce e em dividir o último pedaço de bolo.

Quando é dia de lençol novo na cama, quando o pijama é de algodão e quando a pantufa é engraçada… Também tem delicadeza.

Quando aquela menina Linda solta o cabelo sob o Sol, quando chove no meio daquele passeio a dois pelo parque e você não tem hora para voltar…

Quando o ‘eu te amo’ nem precisa ser dito, quando os olhos brilham de tanta alegria, quando fazer amor parece te levar para um passeio no paraíso…

Acho que delicadeza é a palavra mais Linda do dicionário.

domingo, 27 de julho de 2014

Mas quando aparece, tudo fica azul.

Sua ausência não tem passado, mas tem memória.

Sua ausência achou que naquela cidade tinha cabimento ela ficar e se instalar.

Sua ausência me assombra quando eu tenho aquelas crises e não tem você pra passear comigo pela rua de madrugada ou em alguma praia qualquer.

Sua ausência tem sido mais presente do que você......... e essa é uma ferida que ainda sangra.

Depois de você, sou um quebra-cabeça que não cicatriza.

E a sua ausência insiste em embaralhar as peças.

Mas quando aparece, tudo fica azul.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

E por mais que muita gente ache o contrário, não importa, algo em mim diz que valeu a pena.

Sabe, eu achei uma foto nossa hoje.

Velha. A gente não tinha mais do que quinze dias de namoro.

Parece que de lá pra cá se passaram uns dez anos, mas não.

Quem vê nossa foto percebe que a gente tá com um sorriso bom, leve, não estávamos olhando pra câmera, decerto, era pra algum dos lugares mais legais que a gente olhava

Lembra? A gente ainda olhava junto, na mesma direção.

E nós não tínhamos brigas, não tinha desentendimento, não tinha arrependimento, nem certeza de porra nenhuma.

E era bom.

As mãos dadas (mas, sabemos, mesmo nos piores momentos, sempre estivemos com as mãos entrelaçadas, era uma coisa muito nossa, porque era o tempo todo), os ombros encostando, quase dividindo o mesmo espaço… bonito, bonita a cena, bonita você.

Você estava muito bonita com aquela camiseta amarela ou aquela jaqueta vermelha ou meia assim.

Sabe Linda, ainda outro dia eu te guardava com um certo receio dentro de mim, mas hoje, olhando aquela foto, eu entendi porque tinha dado pra te guardar com amor.

Você pode negar o quanto quiser, mas tivemos nossos bons momentos. é nessa caixinha de bons momentos, com essas fotos bonitas, com esses dias felizes, com essas recordações que deixam o coração alegre por saber que viveu tudo isso, que eu vou te guardar.

Você que me guarde onde quiser, que me jogue fora se achar melhor.

Eu não.

Eu te guardo. Seja nos meus textos, seja na minha melhor lembrança.

Linda, te guardo na minha melhor lembrança do melhor amor que te dei.

E por mais que muita gente ache o contrário, não importa, algo em mim diz que valeu a pena.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Ah essa tal de saudade

Até quando você vai fazer falta? Me avisa… Eu tiro férias e só volto quando não tiver mais essa ausência vagando pela casa.

Hóspede indesejada que se instalou aqui quando você deixou aquele vazio imenso na cama, aquele do lado mais próximo à parede.
Encontro-a quando abro a porta e não entro correndo em casa pra me arrumar logo antes de você chegar.

Você não chega mais.

Ela não sai mais daqui. E eu quero sumir desse lugar.

A sua ausência tomou forma, ganhou corpo, personalidade – é debochada que só – e parece não ter nada mais pra fazer além de atormentar esse pobre mortal que, em desespero, agora escreve.

Ah Linda...escrevo aqui, sentado na varanda do décimo andar sobre você essa tal de saudade.

E a ausência está sentada sobre em uma cadeira de praia com vestígios da areia do Leblon. Com o seu livro do Mutts na mão, relendo aquela tirinha que eu tanto gosto na página 64.

Hoje ela já me esfregou na cara que eu nunca troquei a capa daquele travesseiro verde que você me deu de aniversário.
Às vezes, ela vai do deboche pra crueldade e parece colocar o diário por cima de todas aquelas papeladas que eu joguei duzentas vezes por cima dele.

Às vezes ela me faz parar em frente ao espelho do meu quarto, aquele roubado de um caminhão, e grita que enquanto eu me arrumava, você costumava me abraçar por trás e ficar me olhando. E essa imagem é a minha melhor não-foto.

Tem dias que ela entra comigo no banho, tem dias que ela me joga no sofá às cinco da manhã.
Tem dias que ela me estapeia.
Tem dias que ela desfila pela casa com aquele sobretudo preto que você tanto gostava.
Tem dias que eu tento matá-la a força, mas é ela quem fica mais forte.
Tem dias que ela me lembra que eu tinha uma camiseta sua, mas que eu nunca a trouxe pra casa.
Tem dias que ela me abraça cinicamente pra me dar colo explorando a dor.

E a dor aumenta, a cabeça dói e parece fogos de artifício em explosões homeopáticas.

Ah essa tal de saudade é foda.

Sua ausência tem o seu cheiro, seu gosto e gosta de Crosby Stills and Nash.
Sua ausência não tem passado, mas tem memória.
Sua ausência achou que nesse quarto tão pequeno tinha cabimento ela ficar e se instalar.
Sua ausência me assombra quando eu tenho aquelas crises e não tem você pra passear comigo pela rua de madrugada.
Sua ausência tem sido mais presente do que você e essa é uma ferida que ainda sangra.

Já diria o moço… Depois de você, sou um quebra-cabeça que não cicatriza.

E a sua ausência insiste em embaralhar as peças.

E hoje é meu aniversário.....e quem ganha o presente é você!
Ah essa tal de saudade....

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Bom dia amor...

Sabe, das coisas mais bonitas que Linda disse, de todas as declarações de amor, de todos os SMS, incontáveis mensagens, doces mensagens, de tudo que ela disse olhando nos seus olhos, o que mais ele gostava de ouvir era o 'bom dia'.

Porque era simples, porque era espontâneo e Linda ainda tinha aquela voz meio arrastada de sono.

E mesmo longe, Linda em seu quarto tentando se desvencilhar do lençol e correndo para o banheiro com a toalha na mão, percebia que estava sempre atrasada.

Mas entre o relógio despertando e a urgência, Linda parava de repente, sorria e pensava nele. Se ele adorava? Ô se ele adorava. Excelente. E mais uma vez se apaixonava.

Ele gostava também daquela noite véspera de feriado de independência. Sem pressa pegaram a estrada. E Linda o acordara no feriado com aquele bom dia sussurrado.

O romantismo de Linda nunca foi aquele de filme, com direito a rosas pelo quarto ou café na cama, mas mesmo assim era bom, porque ele a completava. Era bom tudo isso, mas o bom dia sussurradinho, huuuum, muito melhor.

Como quem implora para não parar de amar antes das três da tarde, Linda ia esticando o braço e o envolvia e com seu corpo ainda molinho de sono ia deixando por conta dele. Pra sempre.

Ele se acostumou com o bom dia apertado em um quarto de hotel.

O bom dia cansado da noite anterior. O bom dia que se prometia boa noite, porque logo mais eles ficariam juntos de novo e de novo e de novo. Ele ainda sente falta de tanta coisa. Mas a lembrança do bom dia é que dói. 


Dói quando sua noite não tem a Linda com seu corpo de 1,57m ocupando sua cama pela manhã, nem o beijo apressado quando a deixava nas madrugadas em frente ao seu apartamento.

De todas as promessas e juras de amor eterno, o bom dia de Linda valeu mais. Porque era o mais sincero, era íntimo, era só deles dois.


Era Linda prometendo feito gente grande a uma criança, que tudo ia dar certo. E ele acreditava. E se doava. E se não doasse, Linda estava com ele mesmo assim. E estaria na manhã seguinte. E a certeza de que seria assim pelo resto de suas vidas, fazendo do seu dia sempre o melhor dia. 

Felicidade plena.

Ele ensinando Linda a ser feliz. De pensar mais nela própria, eliminar sua miopia em acreditar que a melhor escolha nem sempre é a mais fácil, mais cômoda, mais rápida.

Isso mesmo, o bom dia de Linda tinha poder. Tinha o poder de cessar suas próprias dores de cabeça, massacrantes. Quando Linda estava em paz, estava com ele.

E nesse momento, ele pensou alto, sozinho:

"-Ah, Linda, já que estou aqui, vou dizer que decidi me lembrar de você quantas vezes eu tenha vontade, mesmo sem você me permitir, e se eu ligar qualquer manhã dessas ou te mandar uma mensagem de boa noite, me perdoa, por favor.

É esse costume que eu tenho de ser feliz que não me vai embora."




segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

E achei que era falta de sono.

São Folhas Laranjas....e uma saudade que não batia com tanta força havia muito.....

E achei que era falta de sono, mas era saudade.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Uma mãe e uma filha

Uma mãe e uma filha
caminhando pela praia vêm
Para ficar no passado juntas
Para ficar no passado sozinhas
 

No lugar que elas chamam de casa
E para falar sobre qualquer coisa da vida
Para falar sobre o quer que seja
Até ao momento em que a filha torna-se sozinha
 

A saudade foi escrita na madrugada

Chamado diante da memória
E da memória veio aquela música linda
E elas se tornam uma só
Uma mãe e uma filha

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Ela descobriu que deixar-se livre é dessas coisas mais bonitas....

Convidou-me para almoçar.

Percebi que ela descobriu que deixar-se livre é dessas coisas mais bonitas que eu mesmo já aprendi com as porradas que o coração levou. 

Sabe querida, deixar-se livre significa muitas coisas, entre elas, que estar sozinha é bom, que estar com alguém também é bom, que esse “estar” pode ser de muitos jeitos e que “bom” é aquilo que te cai bem naquele momento.

E não se preocupe. Não tem muito isso de “eu era assim, agora sou assim”, eu parei de ficar tentando definir demais as coisas numa tentativa de explicar pra mim mesmo e apreender tudo o que acontece comigo.

Não que não seja importante refletir sobre sentimentos e situações, mas parei de tentar encaixar tudo em quadradinhos que fizessem sentido, resolvi deixar solto e me vi assim, muito bicho solto também, nesse meio de caminho.

E bicho solto não significa, talvez, não se prender.

Significa deixar que os encontros fluam com mais liberdade, significa permitir a esses encontros a possibilidade de serem o que vieram pra ser, ainda que seja pouco, ainda que seja muito, ainda que seja diferente de tudo que eu já vivi, mas gosto de pensar que são o bastante.

Ahhhhh Libertador.

Não tento convencer a ninguém de que esse é o melhor jeito de se levar, mas me pareceu tão bom por agora que, nossa, deu vontade de dividir. 

Fazia tempo que eu não dividia isso de sentir, porque eu sempre deixava pra dividir o que era dor, o que era aperto, o que era sufocante e exaustivo, eu escrevia para transbordar.

Escrever com essa paz é muito novidade pra essas bandas de cá, cidade maravilhosa.

Gosto de gostar assim e de estar assim.
Fico bem. demorei a descobrir que nem tudo precisa ser desesperado, ainda que não signifique que não será intenso.

Nisso de ser bicho solto eu andei arrastando minha jaqueta jeans muito velha e muito cheia de caráter por mais lugares, conheci mais pessoas e tenho vivido meu tempo numa conta mais frouxa

E olha que o espelho não mente: tá tudo bem agora.

Não sei se estou bicho solto ou se sou bicho solto, mas gosto de pensar que bicho solto é como um passarinho que você não prendeu na gaiola, mas que sempre volta pra cantar na sua janela.

Porque, eu sei, eu sempre volto, mas gosto de pensar que agora eu não “preciso”.

Eu volto porque a vida me faz voltar, e nessas voltas, os encontros fluem, se desenrolam, mas o sentimento não é jaula mais.

E não hesite em deixar livre – a você e ao outro – é minha única resolução de ano novo.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Missão Cumprida, que venha o ocaso.

Eles precisarão apreender a lidar com a saudade.
Em alguns dias a distância se tornará insuperável e eles, e alguns que não acreditam nessas coisas, ficam inventando fé pra ver se esbarram numas preces surdas.

 

Se fosse mesmo para escolher, o verão é a sua cara......pôr do sol...., afinal o pôr do sol é normalmente mais brilhante do que o nascer do sol, matiz de vermelho e laranja são mais vibrantes.

Mas e a perda? Lidar com esse tipo de perda, até então, será como conformar-se com óbvio…

Sempre tinha um ‘mas estava sofrendo muito’, ‘já era velhinho’, ‘não tinha mais nada a ser feito’…


Embora muitas vezes deixado de lado, ele deixará saudades....e enorme.., proporcional a sua grandeza de espírito, homem de grande caráter, exemplo aos seus filhos.

 
Agora deixará tudo por qui. E doerá. Talvez meio sem saber lidar. Eu não sei lidar com a morte, eu nunca soube.

Fica um amor bonito, uma saudade imensa e um leve desespero de não saber pra qual lado correr. 


Talvez aquele sentimento volte, talvez só tenha que ficar, e nem mesmo nunca ter saído, mas vou custar a entender isso, porque foi ficando e deixando estar que eu sei que está. 
Pra sempre.
Vai com Deus......sua hora está chegando.....porque sua missão foi cumprida, que seja eterno, feliz.


E escolhi a foto porque é bem assim......para não esquecer....para lembrar que passe o tempo nada importa, dentro de vinte e quatro horas você estará aqui novamente....como o pôr do sol.


E no sábado, passa por aqui pra gente conversar...

Até mais.....

Santos, verão do ano que nunca mais se foi.


terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Feliz Natal

Se eu pudesse fazer um pedido a Deus.....
Pediria você, aqui comigo.
Talvez numa noite de Natal
Ou no estouro de um champagne de um ano novo qualquer.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Ando achando tudo mais bonito. E ando errando feio.

Vem cá que eu preciso te contar que ando sentindo essas coisas que a gente lê em poesia.

Ando falando de amor pela rua, cantando na cozinha e assobiando no chuveiro. Ando entregue. Ando andando meio sem rumo, e quando vejo tou na porta da tua casa.

Ando sem pressa porque teu amor chega tarde, sempre depois das onze. Ando sentindo coisas demais. E me ocupando de coisas de menos, que tu anda me consumindo os pensamentos e eu fico sem fazer mais nada.

Ando achando graça em música brega e tou gostando mais daqui. Tem mais poesia até no caminho do metrô, quando o celular toca e você reclama a saudade.
Adoro quando você reclama a saudade. Com aquela voz morna de quem quer mas não pode.

Ando tropeçando nos sorrisos e nos soluços. Que chorar de amor, é parte desse negócio de ser feliz a dois. E a gente é feliz feito dois bobos. Como se o mundo lá fora andasse calmo e sereno e a Presidente Vargas parasse inteira só porque a gente esquece de olhar pros dois lados.

A gente é feliz pra caralho. Sem medida assim... Porque medida é racional. É multiplicar, dividir... E num tamo podendo fazer conta. Vem cá, que tou precisando te dizer sobre tudo isso. Porque se eu num falo, nem eu acredito.

Ando escrevendo essas coisas todas melosas, ando gargalhando a toa. E tenho rasgado folha de caderno porque escrevo demais e fico repetindo. Quando vejo, tou contando a mesma história. É que nossa história, puta que pariu, dava um livro.

Ando assim... Colocando minha felicidade nos teus braços, ali onde encaixo a cabeça e fico deixando teu cheiro pegar na minha roupa. Ando achando tudo mais bonito. E ando errando feio. Mas errar é parte dessa coisa. Isso de andar amando.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

E como a brisa...ela veio naquela tarde.....início de noite....

E como a brisa...ela veio naquela tarde.....início de noite....
 
Eu dei o melhor da minha poesia pra você. 
 
O mais sincero dos meus sorrisos. E todo o carinho que havia em mim. E no mundo. 
Porque eu busquei dar mais do que eu podia e me fiz maior do que era pra dar conta. E eu chorei quando você foi embora. Eu chorei em todas as músicas de amor, páginas de romances, rimas desconsoladas.

Eu dei o melhor da minha poesia pra você. 
Dediquei linhas e linhas escritas e não-escritas, dediquei o pensamento porque ele simplesmente não sabia desviar. 
Eu fui seu no corpo, alma e abstração, esse mesmo que você manda eu largar porque “a realidade é mais legal”. 
 
Na minha poesia você vive minha, na realidade você morre aos poucos. E eu não sei conviver com essa perda que vai gotejando em cima de fratura exposta. 
 
Tortura. 
 
Sobra, depois de ter te dado o melhor, essa sensação toda pós-utópica de quem é traído no meio de uma revolução.

Eu dei o melhor da minha poesia pra você. Um blog inteiro. 
Feito de lembranças e dores. 
 
Erguido sobre a dor de um amor que não merecia doer e de uma falta que deixava as folhas laranjas em cor de branco-desespero.
 
E o céu cor de fim do mundo porque simplesmente parecia que não tinha mais saída. 
Um diário inteiro. 
Que me fez botar pra fora a dor que não cabia aqui dentro, nem aqui, nem em lugar algum. 
 
O diário que eu escondi de mim pra não relembrar como doía ainda mais forte quando eu fui sentindo seu cheiro saindo dos meus travesseiros e do meu corpo.

Eu te dei o melhor da minha poesia e você ficou com ela.
 
Resta agora o que resta de um poeta que nem foi e já não pode ser mais. 
 
Roubada a inspiração e a esperança, resta tentar seguir, pálido branco-desespero, sobre a folha branco-desespero, pondo a dor vermelho-sangue para fora vomitando, esperando a ligação que você ficou de me fazer ainda hoje.
 
E como a brisa...ela veio naquela tarde.....início de noite....
 
Você não mentiu, eu não fiz de propósito, eu te amo e te dei o melhor da minha poesia. Mas devolve?, então me liga.

E como a brisa...ela foi naquela noite.....início de manhã.... 




terça-feira, 8 de outubro de 2013

Fica



Fica porque tem espaço. Porque cabe.

Fica.

Fica porque vale, não a pena, não tem pena. Vale porque tem amor.

Vem e fica e chega e se acomoda e não sai nunca mais.

Fica. Comigo. Ao meu lado.

Fica quando chover e eu sentir medo.

Fica quando eu precisar tomar ar lá na Ponta da Praia.

Fica quando eu tiver pesadelo de novo.

Fica pra gente andar de mãos dadas. E chegar de madrugada.

Fica quando eu te abraçar. Deixa ficar e só.

Fica perto. Não avisa. Não espera. Não exita. Só fica.

E vai ficando como quem se encontra e gosta de estar.

Fica pra vida ou só até amanhã, mas fica inteira e minha.

Fica e adormece.

Fica e me sente.

Fica e me beija, porque do seu beijo eu não esqueço mais.

Fica.

Porque só assim eu fico. Em paz.


domingo, 6 de outubro de 2013

E por mais que muita gente ache o contrário, não importa, algo em mim diz que valeu a pena.

Sabe, eu achei uma foto nossa hoje.

Velha. A gente não tinha mais do que quinze dias de namoro.

Parece que de lá pra cá se passaram uns dez anos, mas não.

Quem vê nossa foto percebe que a gente tá com um sorriso bom, leve, não estávamos olhando pra câmera, decerto, era pra algum dos lugares mais legais que a gente olhava

Lembra? A gente ainda olhava junto, na mesma direção.

E nós não tínhamos brigas, não tinha desentendimento, não tinha arrependimento, nem certeza de porra nenhuma.

E era era bom.

As mãos dadas (mas, sabemos, mesmo nos piores momentos, sempre estivemos com as mãos entrelaçadas, era uma coisa muito nossa, porque era o tempo todo), os ombros encostando, quase dividindo o mesmo espaço… bonito, bonita a cena, bonita você.

Você tava muito bonita com aquela camiseta amarela ou aquela jaqueta vermelha ou meia assim.

Sabe Linda, ainda outro dia eu te guardava com um certo receio dentro de mim, mas hoje, olhando aquela foto, eu entendi porque tinha dado pra te guardar com amor.

Você pode negar o quanto quiser, mas tivemos nossos bons momentos. é nessa caixinha de bons momentos, com essas fotos bonitas, com esses dias felizes, com essas recordações que deixam o coração alegre por saber que viveu tudo isso, que eu vou te guardar.

Você que me guarde onde quiser, que me jogue fora se achar melhor.

Eu não.

Eu te guardo. Seja nos meus textos, seja na minha melhor lembrança.

Linda, te guardo na minha melhor lembrança do melhor amor que te dei.

E por mais que muita gente ache o contrário, não importa, algo em mim diz que valeu a pena.


sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Os girassóis são lindos.

Foi quando ouvi a sua voz quando olhou para a Lua de ontem......Linda.....que Linda....



É meu amor.....o tempo passa.

Nesse um mês eu continuo aqui, e você aí. Imagine, então, quando completar um tempo…

Eu visitei uma plantação de girassóis, acho que é a não foto mais bonita que eu tenho da minha vida inteira. Os girassóis são lindos.

Você não me conheceu andando por uma plantação de girassóis, mas tem muito daquele companheiro que jamais tiraria a câmera do bolso porque não queria perder um minuto daquele cheiro e daquela cor apenas pelo registro. Eu nunca tiraria essa foto.

Eu nunca mais comi sushi, sob o risco de morrer de saudade.

Salada? Completa. Nisso, continuo igual.

Eu queria te mostrar uma música, mas não faria sentido. Nem é sobre amor, mas queria te mostrar o que tenho gostado de ouvir, mas acho que isso de deixar ir, tem a ver com cada vez mais ter menos coisas em comum. Até que a gente não se reconheça.

A gente precisa não saber mais do outro. Um dia a gente se reencontra. E, se não se reconhecer mais, teremos assunto pra botar em dia, vai se estranhar em encontrar um outro tão diferente do que aquele que ficou alguns meses atrás e vai se sentir feliz por isso. E aí para sempre.

Decerto, fomos o melhor um pro outro enquanto fomos, mas o melhor mesmo era não ser mais.
Mas de tudo que você possa mudar, de tudo que você pode chegar diferente nesse reencontro, a certeza é que eu sempre vou te achar no silêncio das suas pausas.

Eu gostava das suas pausas,
você tinha um jeito todo seu de se demorar entre a sala e o corredor
como quem não sabe se vai
e fazia umas caras engraçadas, nesse um segundo de indecisão era depois de jogar o cabelo com cara de pensamento, e apesar do charme não era sobre você jogar o cabelo, era sobre o silêncio da sua pausa.

seu olhar de silêncio,
eu gostava dos seus silêncios,
quando eram esses silêncios banais você ficava Linda neles,
saudade da porta entre o corredor e a sala,
saudade de você parada ali, saudade de quando depois da dúvida

daquele um segundo de dúvida,
você vinha morar no meu abraço

a gente muda, menina Linda.
mas sua pausa vai ser sempre muito sua.
é outra das minhas melhores fotos.

É a foto da "lembrança de você".
que bom que eu nunca me distraí tentando registrá-las
embora eu esteja diferente, sempre vai ter você no meu álbum.
Até breve!


segunda-feira, 29 de julho de 2013

E claro que sinto sua falta, afinal é o amor de quem se ama.

Você sabe que sempre darei os meus braços a ti.

Pode aparecer quando sentir a saudade dos meus braços te dando almofada, poder ficar em plena pura paz.

E quando fechar os olhos sobre meu colo, só fique sem pensar, sem me dizer que me ama, sem me dizer que me adora, só oferecendo o que você quiser.


Voltará a ouvir sussurrar em seus ouvidos aquela canção só nossa, até você dormir e te cobrir com o lençol.

E aquele luar lá fora ficará mais lindo, te protegendo dos seus medos e preconceitos de entregar-se a esse amor.


No meu peito perceberá que não haverá mais motivos para chorar, mas se mesmo assim as lágrimas te ameaçarem, que chore aqui, comigo.

Mas não me pergunte se eu te quero e o que eu penso, porque sou completamente seu, a minha maneira.

Porque eu estarei no seu sono, nos beijos. Explodindo o que eu sinto e muito além do que aqui escrevo.


E claro que sinto sua falta, afinal é o amor de quem se ama.

E mesmo assim Linda, de tudo o que eu te dei, você sabe que foi quase nada.

O que importa mesmo, de tudo o que sobrou, foi um lugar feliz, que só existe para você.

E quando o Enzo chegar…e crescer….perceberá que algo maior e inexplicável acontecerá.

Te amo amiga, meu amor.

E claro que sinto sua falta, afinal é o amor de quem se ama.


quinta-feira, 11 de julho de 2013

Não precisa mais me ligar, estou bem agora.

Sabe.....eu precisava te contar, aquele meu velho cobertor nem esquenta tanto como antes.

E dá saudade do abraço, porque seu abraço esquentava. Queimava. E eu cabia nele e me encaixava de tal modo que parecia ter sido feito pra mim. Quantas vezes te disse isso…

Bem mais do que disse ‘eu te amo’. Deveria ter dito mais. Deveria ter dito antes. Eu já senti que era amor tão de cara.

Aí sobrou dizer eu te amo por aí, para as paredes e para o teto, para os tantos textos que não foram postadas no Blog, para as preces que olha só, eu tão descrente, dei de fazer.

E fiquei ali, remoendo as coisas não ditas, as que foram ditas demais, as que nem deveriam ter sido mencionadas, as que eu queria continuar dizendo.

Aquela sua dança hipnotizante, todos aqueles movimentos, olhares oceânicos......me levando para qualquer outro lugar do mundo dentro de você.....

E mesmo tão longe......e mesmo dizendo tudo isso você continua aqui.

Não precisa mais me ligar, estou bem agora. E mesmo que você ligasse eu não ouviria mesmo, com essa música tão alta.

Ah???? A música?.....Ouça no volume máximo.





segunda-feira, 1 de julho de 2013

Passará o dia fugindo desse sono, dos seus medos, das suas inseguranças e de uma saudade.

Bom dia. Eu não dormi. E você?

Cinco e vinte e da manhã e eu não dormi. Tem sido assim. E você?

Ela fica com cara de quem fez besteira contando as estrelinhas da enxaqueca penduradas no teto. Sabe aquela dorzinha? Então, a enxaqueca criou um desses pra ela.

Levando, saio da cama, porque parece que rolar sobre o colchão cansa mais do que decidir fazer qualquer coisa pra fugir desse tédio.

Todo esse tempo sem dormir e a ela ainda não tirou aquela última ligação da cabeça, vai ver que é porque nem dormindo, nem acordada, ele sai do seu pensamento.

Folhas Laranjas, sempre.

A última crise virou seus horários. Amanhecer e os olhinhos bem abertos faz parte da sua rotina. E essa sua rotina anda tirando ela do sério.

É hora de mudar alguma coisa e ela ainda nem sabe bem o quê, na verdade sabe. Alguma coisa deu pra incomodá-la e, como da última vez que isso aconteceu, deixou de acontecer sem que eu soubesse que sentimento é esse.

Acho que ela precisa de um emprego, desses de gente com vida regrada. Se o mundo a deixa meio solta fica perdida e não sabe pra onde ir.

Acho mesmo que ela precisa aceitar esse complemento. Porque completa.

Poder ir pra qualquer lado é o primeiro motivo dessa sua loucura de não saber que direção tomar. E isso ajuda a tirar o sono. Ajuda a tirar o sono essa vontade de atravessar a cidade pra ganhar um abraço e que me faz decidir que o melhor a fazer agora são as malas.

Você sabe que precisa de colo, de carinho e amor. E sabe onde encontrar. E sabe que sempre terá. Basta cultivar essa flor laranja.

Nessas ultimas noites eu não consegui dormir. E você?

A Linda passará o dia fugindo desse sono, dos seus medos, das suas inseguranças e de uma saudade.

Olha para o telefone...e liga.

domingo, 23 de junho de 2013

Estou aqui, nessa noite de Lua Linda

Foi aí que quis morrer e morri.

Só que o tempo passou e as coisas foram voltando ao seu estado normal de decomposição. Você disse que era contra essa inflexibilidade do ‘pra sempre’ e o jogo foi andando com o tabuleiro torto mesmo. Mas já não tinha a mesma graça, essa se perdeu e eu nem sei dizer onde.

Eu amo você de um jeito que não vou desamar nunca mais, eu sei.

Estou aqui, nessa noite de Lua Linda.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Às vezes eu me dava conta da sua ausência e às vezes não.

Eu fui apaixonado por você e acho que já te disse isso algumas vezes.

Quis você de todos os jeitos. Quis você chata, quis você apaixonada, quis você egoísta, quis você rindo, quis você debaixo da minha coberta, quis você comendo chocolate de manhã e queimando a língua com batata frita.

Quis você de conchinha e quis você na puta que o pariu também.

Quis você acordada e dormindo; reclamando da distância do meu trabalho ou da minha casa e indo cada vez mais pra longe.

Quis que você durasse pra sempre igual aquele sorvete que tomamos juntos e que nem deu tempo de derreter tamanha a urgência, ao contrário de nós.

Tive medo, criei expectativas altíssimas, me decepcionei, desconstrui todas as expectativas, sofri mexicanamente, chorei, virei um alguém com pedra de gelo o lugar do coração, desfiz relacionamentos onde a razão me dizia que eu seria feliz, mas quem liga pra razão?

Eu só seria feliz com você e ponto e tatuei isso em alguma parte não física da minha existência. Eu só seria feliz com você.

Você era tudo que eu queria e o que eu não queria também. Alguém que eu idealizei lindamente (sem trocadilhos rsrsrs), que eu construi com areia e água, e que na hora certa destruí com um golpe certeiro bem no meio do peito.

Eu sabia que você era menos, mas eu quis ficar mesmo assim. Eu quis viver com o menos, quis que me quisesse igual, e você nunca me quis igual, nem mais.

Eu amei cada curva que descobri em suas linhas retas, naquelas poucas horas em que esteve ao meu lado.

Eu amei cada respiração descompassada, eu amei cada sorriso, eu amei a sua mão chamando a minha pra ser só dela, eu amei intensamente cada ponto e vírgula que você colocou entre nós.

Eu amei e odiei em igual intensidade. Quis perto e quis longe em igual intensidade. Quis o 8 e o 80 em igual intensidade. Porque nós somos assim 8 e 80.

Eu te amei e amo ainda do meu jeitão. Já quis desistir de te amar quatro mil e duzentas vezes, mas essas coisas não são assim tão fáceis. Desisti de te odiar e consegui.

Eu queria que você fosse minha e só minha, por um dia ou uma vida ou o tempo que fosse.

Eu apenas tentava te esquecer, só que isso não fazia você morrer, pelo contrário, seus gritos me acordavam no meio da noite, a saudade.

Ah a saudade.

Talvez tenha me faltado a coragem idiota de mostrar pra você, com atitudes não tão complexas,

que era isso mesmo que eu queria e assim fui me escondendo atrás do medo, de armas de fogo, de desculpas infantis e infinitas, de outros amores que na verdade nunca foram amores,

porque era por você que meu coração dava cambalhotas e sofria paradas, era pra você que eu sorria mesmo você não estando ali;

era com você que eu brigava nas várias noites que eu sentia minha cama fria; era pra você que eu contava do meu dia chato.

Às vezes eu me dava conta da sua ausência e às vezes não.

domingo, 9 de junho de 2013

Do tempo, nem sei mais o que dizer.

Eu também.

E tudo o que sentir estarei ouvindo
na origem permanentemente sobrevivendo
que por mais que evite ficará ao nosso espanto
mais forte que o meu desejo em pensamento.

Nas noites toma forma
Quero sentir cada momento
ver o seu sorriso em cada final de fala
sem pensar em nada quando a voz se cala.

Meses se completam, tendo as noites como companhia.
presença que me bate a porta
mas que entra pela janela
numa brisa em vão momento.

Nessas noites que sentes falta.

Ah, a falta.

Que te pega assim, pensando.
Pensando em cada gesto, em cada abraço.
Abraço fala, abraço que se cala.
Pensando em tudo que foi encanto.
Encanto que cura o medo, o medo que se afasta.

Agora é a falta.

Que te pega assim, faltando.
Faltando um pouco mais, que nem sei o quanto.
Faltando algo, a falta aos prantos.

O abraço.

Que preenche assim, tão assim.
Abraço que toma conta, que protege.
Porto seguro do presente e primavera do futuro.
A saudade que faz lembrar você.

Você que talvez, mais tarde, me procure,
mate a cada momento que a tua presença imune.
Saudade do que se vive.
fim que se torna solidão, o medo.

Medo do esquecimento.
do esquecer de quem você foi pra alguém.

E assim, seja como for, esperamos que a falta do sono
seja mesmo a falta de sono.
Com um bom dia venha o tempo bom.
Faça brotar um girassol.

O tempo.

Do tempo, nem sei mais o que dizer.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

E, por favor, só esqueça de mim quando for pra sempre...

Não me procure mais se você não quiser dizer a alguém como foi seu dia no trabalho.
se você não quiser ouvir que você está mais linda de sobrancelhas e mãos feitas.
se achar que não tenho nada a dizer sobre sua calça nova e de como ela te caiu tão bem.
se já sabe com certeza a roupa que vai usar quando sair para uma festa.
se quiser passar desapercebida com seu suéter que tanto gosta, seu brinco lindo mas que há tempos não usava.

Não me procure mais quando estiver triste e achar que não precisa de uma palavra de força e de fé que te faça crer que você pode mais.
se achar que seu dia não vale um sorriso.
se acha que todos os dias da sua vida será de Sol e que não precisará de uma carona no meu guarda-chuva.
se não pode viajar de férias para algum lugar tranquilo, viver com alegria e sem medo de falar o que vier a cabeça e a verdade você abraçar.
se te satisfaz passar os finais de semana num rotineiro namoro de apartamento por falta de criatividade e desejo.
se já deu por vencida em acreditar que seu dia de folga no trabalho é apenas o dia em que você não vai ao trabalho.

Não me procure mais se não precisa ler um bom dia na porta da geladeira.
se achar que não precisa de ajuda para pensar nas despesas da casa, escola, o que pagar no mês e ajudar com as minhas.
se não importa se acelero o trabalho para poder almoçar com você.
se tem a certeza que precisa mudar de área ou profissão e sabe o melhor momento para isso.

Não me procure mais se você não precisar de companhia, mesmo quando o carro estiver em manutenção e mesmo assim estar lá com um táxi quando você sair.
se as coisas mais simples da vida não fazem mais a diferença.
se não precisar dividir suas opiniões do que é melhor para todos.
se você já encontrou no seu amor o verdadeiro amigo.
se não quiser ouvir que você também erra e que precisa melhorar a cada dia.
se não precisar de alguém para te ouvir até você pegar no sono, e depois te cobrir.

Não me procure mais se não precisa dividir sua ansiedade quando uma febre vier durante a madrugada.
se achar que tem certeza plena da sua vida e não tem mais dúvidas da sua escolha.
se não sente a falta da minha voz te dizendo boa noite.
se deixou de pensar em mim pelo menos alguns segundos do seu dia.
se não sente mais aquela vontade de ler este blog.

Não me procure mais se achar que não tenho mais nada a te dizer.

Só me procure quando sentir que te falta algo. Então, nesse momento, me liga. Pode ser qualquer hora, qualquer dia e em qualquer lugar, apenas transborde-se de coragem e me liga.

E quando eu atender voltará a perceber que seu dia fica mais simples, diferente e tão sublime como o Sol nascente.

E, por favor, só esqueça de mim quando for pra sempre....

sábado, 4 de maio de 2013

A falta...sem saber ao certo do que.

Foi quando percebi estar voando ao pensar em você,
e aqui dentro do avião,
a sensação é de tocar as estrelas ou morar nas nuvens.

Tento apenas esquecer
a imensa saudade que alimenta o coração,
mas, que vem em lembranças de você.

E nesse momento de saudade,
quando penso em você,
sinto uma falta....

A falta...sem saber ao certo do que.

terça-feira, 30 de abril de 2013

No silêncio do seu apartamento.

Estava com sono, quase dormindo. embora estivesse acompanhada o silencio do quarto era enriquecido com a fusão entre saudade e o incerto.

Foi quando ela pensou em ligar, certificar-se que o celular ainda estivesse ativo.
- "Mas é claro que deve estar..."

Consultava seu celular em busca de mensagens na hora do almoço, no caminho para casa e antes de dormir.

No fundo ela sabia que seria bom fazer algo fora do comum. As pessoas fortes e cheias de luz irradiam coisas assim.

Nesses momentos onde chorar algumas mágoas antigas que ainda estão presas na garganta esvaziam o peso da alma. Estava prestes a telefonar para alguém com quem jurou nunca mais falar mas adoraria escutar um recado em sua caixa postal.

E sentia tudo aquilo mais forte, sentia que precisa de uma boa companhia para conversar, falar da vida, das coisas comuns, dos seus anseios, dos seus desejos, suas expectativas, seus medos, onde se sentia segura.

Lembrou novamente das Folhas Laranjas, seu perfume. A falta se fez presente e chorou.

Foi quando pensou em ligar.

Dormiu.

As quatro da madrugada ela acordou, achou que era a falta de sono.

Não, não era..

Era saudade.

E sorriu.


sexta-feira, 26 de abril de 2013

Ensaio sobre a Saudade...

(originalmente postado em terça-feira, 28 de setembro de 2010)

Sete horas da manhã.

Subi a escada até o salão de visitas. Embora ela já tinha sido avisada pela monitora que eu estaria ali, não queria que percebesse. Como se eu já não tivesse ouvido seus gritinhos pelo quintal...hehehe.

E lá vem a mineirinha de Montes Claros, de passo miudinho, um chapéu três vezes maior que a cabeça e uma boneca de pano arrastando no chão.

E por mais que eu soubesse que ela estivesse chegando fui surpreendido quando num pulo só veio parar no seu pescoço. Agarrou-se e pediu para que girasse muito rápido. Girei. Até cairmos zonzos no chão de tanto rodar.

Caímos e ela continuava ali, firme e forte quase me sufocando com tanto abraço.

Quando perguntei o motivo de tanto carinho e tanto aperto ela não hesitou e disse que era saudade.

Saudade.

Ela tem quatro anos e entende de saudade. Tanto entende que sabe como matar esse sentimento que vai deixando a gente meio melancólico conforme cresce a falta.

Parava. Olhava. E dá-lhe mais abraço.

E ficou ali por tanto tempo que nem cabia em mim de tanta alegria. Sabida essa pequena!

Quando cansou do abraço pediu 'cheirin'. O tal do carinho com a ponta do nariz que ela tanto ri quando eu fazia.

Mais uma vez abraçou. E quando já era a hora de ir embora trabalhar, sorriu meio tristonha. Ela também já aprendeu que a saudade aperta quando ainda nem tem ausência, mas se sabe que vai ter.

Eu sempre a tratei como se fosse a última vez. Porque, na verdade, poderia mesmo ser. E como sempre há algo que nos esquecemos de dizer quando vamos embora, o telefone tocou, agora pouco, hoje mesmo e era ela.

Falou uns cinco minutos sem que  eu conseguisse entender nada.

Lembra apenas de ter ouvido algo sobre a escolinha que fazia tempo que não ia, o aniversário do irmão que não pode ir, uma comida qualquer que não pode comer por causa dos efeitos do tratamento.

Palavras soltas.

Fez silêncio. E falou de saudade. Que não gostava de telefone porque não dava pra sentir o 'cheirin'... Pediu para que eu voltasse...

Não consegui.

Aninha aprendeu cedo, muito cedo... Aprendeu o que é saudade, o que é matar a saudade e o que é tentar enganar a saudade e descobrir que não adianta, ela vai continuar ali.

Quatro anos e já entendeu da vida coisas que até hoje nem eu entendo bem e que muitas pessoas nunca vão entender... E é disso que "xis" tanto fala, tanto mesmo.

 Eu esperava que aquele dia não fosse o último dia dela conosco aqui e que eu não tenha cometido o erro de não voltar no mesmo instante que Aninha pediu.

Mas cometi.

Aninha foi para pertinho de Deus, acho que foi dar um "cheirin" nele, ela foi naquela tarde de outono. Já me dá saudades.
Ah saudades.

Hoje eu, como expectador, aprendi uma lição. Aprendi que todos os dias temos o tempo de vinte e quatro horas para dizer o quanto amamos alguém, o quanto esse amigo nos faz falta, o quanto o amor nos faz falta.

Podemos usar nosso tempo para amar e dar amor ou podemos usar o tempo para dizer a alguém que ele nunca valeu de nada para nós.

Eu prefiro a primeira opção e a Aninha também.

Obrigado Ana Clara!